Família, O Mundo Das Crianças, Pessoas

PAIS DA NOVA ERA

Vivemos épocas cheias de desafio, novas descobertas, novas experiências, novas emoções e
principalmente novas sensações.
Nós, pais desta NOVA ERA ou fazemos um esforço para estar ao “nível” dos nossos filhos ou
vamos ficando cada dia mais distantes deles, dos seus interesses e daquilo que sentem e como sentem.
NEGAR o mundo onde os nossos filhos crescem e estão a ser criados, é como NEGAR o seu
próprio ser que foi gerado no nosso ventre e leva no interior o nosso ADN.


O modelo de EDUCAÇÃO TRADICIONAL já há muito foi ultrapassado, no entanto ainda temos
imensos pais que consideram ser o modelo mais correto para EDUCAR os seus descendentes.


Os pais da NOVA ERA escolhem presença em vez de pressa. Escolhem olhar atento em vez de
automático, escolhem a conexão em vez do controle.
EDUCAR não é dominar, mas sim caminhar ao lado.
É oferecer limites que protegem, não que aprisionam.
É falar com firmeza quando necessário, e com suavidade quando possível. É oferecer palavras
que curam e gestos que ensinam mais do que qualquer discurso.


Temos que romper ciclos que já não servem: a violência disfarçada de disciplina, o autoritarismo
travestido de respeito e o silêncio emocional mascarado de força.No seu lugar, plantamos sementes de diálogo, empatia, autorresponsabilidade e liberdade segura. Compreendemos que os nossos filhos aprendem muito mais com o que veem do que com o que ouvem. Por isso, olhamos para a nossa própria história, curamos as nossas feridas, e abrimos espaço para novas possibilidades.


Dignificamos a nossa infância, protegemos a imaginação, celebramos a curiosidade, e acolhemos
as emoções, mesmo quando são desafiantes. Somos PAIS DA NOVA ERA.
Não perfeitos – conscientes
Não incansáveis – presentes
Não iluminados – em jornada
Reafirmamos, com coragem e amor, que o mundo que desejamos começa em casa, no nosso colo,
na nossa escuta, no nosso exemplo e no nosso amor.


E, como afirma o nosso célebre Eduardo Sá: «As crianças saudáveis, e felizes, têm a vista na
ponta dos dedos e a cabeça no ar, fazem uma asneira de oito em oito horas e esgotam as quotas de impertinência a que têm direito».


Desfrutem das vossas crianças e sejam felizes.

Tânia Abreu – Professora, Coaching Educativo e Parental

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